Certa vez ouvi um “caridoso” comentário de um amigo que se “apiedava de meu destino, que fez um tenista de bom nível e parceiro de antigamente ver-se obrigado a jogar com outros tenistas de nível mais baixo”. Era triste para o amigo ver-me nesta situação. Sorri e disse para meus pezinhos: “Esse meu amigo ainda não sabe nada da vida. Pudesse ele imaginar a gostosa expectativa com que me levanto nos dias de sol, o prazer com que passo para a cadeira especial e a vibração que sinto nas quadras de tênis, deliciando-me com meu jogo, com o adversário, com a bola, com o sol, com tudo… não faria o comentário que fez”.  

 

Eduardo Cerqueira

Tenista em cadeira de rodas

In memoriam


Histórico

O projeto foi criado em 2009 por José Carlos Morais, tenista em cadeira de rodas há 33 anos, responsável pela implantação do tênis em cadeira de rodas (TCR) no Brasil, primeiro tenista no Brasil a participar de uma Paraolimpíada (Atlanta-1996), hexa-campeão brasileiro e representante do seu país em nove mundiais e por Sérgio Alves, bacharel em educação física, professor de tênis, pós-graduando em Esporte Adaptado, árbitro geral e organizador de nove etapas do Niterói Open de Tênis em Cadeira de Rodas, técnico da seleção brasileira no mundial em Nova York (1999) e no Parapanamericano do Rio de Janeiro (2006) e técnico de José Carlos Morais por 22 anos.

Em nove anos de funcionamento já formou dezenas de tenistas cadeirantes, participou de sete versões das Paraolimpíadas Escolares (2010-2016) representando a equipe do Estado do Rio de Janeiro no tênis em cadeira de rodas. Nessas edições conquistaram inúmeras medalhas individuais e por equipe os títulos de: campeão brasileiro (2012), vice-campeão (2013, 2015), terceiro colocado (2011). Dois alunos do Projeto conquistaram a medalha de bronze no Parapan de Jovens na Argentina (2013).

Os atletas participam dos circuitos nacional e internacional com vários títulos individuais. Chegamos a ter dois tenistas entre os 20 melhores juniores do mundo pelo ranking da International Tennis Federation (ITF).

Desde sua criação funciona nas quadras cobertas do Itaquá Soccer e já teve três outros núcleos, que foram desativados por vários motivos. O núcleo da Andef (Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos), por questões financeiras da Instituição, os núcleos da Concha Acústica ligada a Prefeitura de Niterói por falta de manutenção da quadra de tênis e o núcleo do Cefan (Centro de Educação Física Adalberto Nunes) pela dificuldade de mantermos um professor e também por falta de manutenção das quadras.

Objetivo principal

  • Desenvolver a prática do tênis em cadeira de rodas entre pessoas portadoras de deficiência física no estado do Rio de Janeiro.

Objetivos secundários

  • Atuar durante o processo de reabilitação, ajudando na reabilitação física e atuando como fator de integração social.
  • Criar oportunidades para os atletas de jogar um esporte, em um nível recreativo, que permite a prática com pessoas não deficientes.
  • Promover atletas a entrar em um nível competitivo e até serem reconhecidos com um atleta de elite (top-player).
  • Dar a oportunidade para pessoas com deficiência física de competir em eventos com alto nível de organização e profissionalismo (circuito nacional e internacional).

Público alvo

Crianças de 6-18 anos, portadores de alguma incapacidade física nos membros inferiores que não os permita praticar o tênis convencional. Como exemplo, podemos citar os amputados, as sequelas resultantes de traumatismo raquimedular, de mielomeningocele, entre outros. A única exigência para frequentar o projeto é estar regularmente matriculada na escola. O projeto é inteiramente gratuito.

Adultos, na mesma situação acima. Caso não tenham completado o ensino médio e não possuam emprego formal são orientados a completar os estudos.

Professores

Todas as etapas do aprendizado possuem a supervisão de uma equipe especializada. Atualmente coordenada por José Carlos Morais, tendo como coordenador técnico o Professor Leonardo Conrado, bacharel em Educação Física, professor de tênis, pós-graduando em Esporte Adaptado e de Gabriel Mascarenhas também bacharel em Educação Física e professor de tênis.

 

Parcerias existentes

  • International Tennis Federation (ITF) através do Silvers’ Fund (Fundação Cruyff) – doação de cinco cadeiras de rodas esportivas (2009), doação de uma cadeira esportiva, pares de rodas, pneus, bolas de tênis, overgrip, rolos de corda (2017).

  • Confederação Brasileira de Tênis (CBT)
      • Cessão através de comodato de quatro cadeiras de rodas esportivas
      • Aquisição de três novas cadeiras esportivas (verba 2013)
      • Aquisição de quatro pares de rodas (verba 2013)

  • Academia de Tênis Itaquá Soccer – Escola de Tênis do Prof. Márcio Granjeiro Moréia, cessão de duas quadras de saibro cobertas para treinamento.

  • Centro de Vida Independente do Rio de Janeiro (CVI-Rio) – captação e gestão de recursos financeiros.

  • Jorge Paulo Lemann – doação financeira (desde 2014 até hoje).

  • Prefeitura Municipal de Niterói – doação de quatro cadeiras esportivas  A cessão da quadra de tênis da Concha Acústica e a contratação de um professor estão suspensas temporariamente

PROJETOS DE EXPANSÃO PARA 2019

 

Proposta para o núcleo Caio Martins/Associação Fluminense de Reabilitação (AFR)

O esporte adaptado surge no pós-guerra em 1946 no Centro de Reabilitação de Stoke-Mandeville na Inglaterra, onde sob a inspiração de Sir Ludwig Gutmann passa a ser oferecido aos pacientes internados a prática esportiva. Com base neste exemplo e do seu sucesso este modelo foi copiado em todo o mundo e desde então o esporte entra como um fator importante na reabilitação física, psicológica e social. Este é, portanto o nosso objetivo ao oferecer as crianças em tratamento na AFR que complementem sua reabilitação com a prática do tênis em cadeira de rodas, supervisionado por profissionais competentes com mais de 20 de experiência. Gostaríamos que fosse simplesmente cedido um espaço para a guarda de nosso material e outro para que as mini-quadras fossem montadas. Nesta fase as crianças trabalham em quadras pequenas com suas próprias cadeiras com raquetes e bolas próprias para a idade. Gostaria de salientar que não haverá nenhum ônus para as entidades envolvidas e todas as despesas serão cobertas pelo projeto.

Proposta para um núcleo na cidade do Rio de Janeiro

Queremos replicar nosso Projeto para atender a demanda de potenciais jogadores que vivem no Rio de Janeiro, em dias diferentes do Projeto Niterói para que possa haver uma integração entre os dois núcleos. Procuramos parceria com esse objetivo

Informações

Coordenador – José Carlos Morais – (21) 3619-5497; 9-8855-5958; j.com@terra.com.br

Diretor técnico – Leonardo Conrado – (21) 9-9600-3796 professorleoconrado@gmail.com

Outras informações em nossa página no Facebook https://www.facebook.com/escolinhadeteniscadeirasnaquadra?fref=ts




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