{"id":7847,"date":"2018-11-13T14:58:32","date_gmt":"2018-11-13T17:58:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cvi-rio.org.br\/site\/?p=7847"},"modified":"2018-11-13T15:04:45","modified_gmt":"2018-11-13T18:04:45","slug":"como-tudo-comecou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cvi-rio.org.br\/site\/como-tudo-comecou\/","title":{"rendered":"Como tudo come\u00e7ou&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><em>Por Ros\u00e2ngela Berman<\/em><\/p>\n<p>Aos 18 anos, em Outubro de 1976 no Rio de Janeiro, recebi em plena adolesc\u00eancia, minha nova condi\u00e7\u00e3o &#8211; e papel social &#8211; de pessoa com defici\u00eancia. Poucos meses depois, internada num centro de reabilita\u00e7\u00e3o, renasci como uma jovem tetrapl\u00e9gica e iniciei uma nova vida cheia de descobrimentos pessoais, caminhos desconhecidos a desbravar e aventuras inesquec\u00edveis que me transformaram na pessoa que sou hoje.<\/p>\n<p>Um cap\u00edtulo muito especial dessa humilde caminhada e que comento agora, mais de 40 anos depois, se passa no contexto do Centro de Vida Independente do Rio de Janeiro (CVI-Rio), fundado em dezembro de 1988. Esse cap\u00edtulo surgiu em consequ\u00eancia de acontecimentos anteriores que contribu\u00edram para a hist\u00f3ria de luta das pessoas com defici\u00eancia no Brasil. Por isso n\u00e3o poderia falar dos 30 anos do CVI-Rio sem tocar em fatos e personagens que determinaram o seu nascimento e o impacto que causou e causa at\u00e9 hoje na minha pr\u00f3pria vida, no Brasil e no mundo.<\/p>\n<p>O lugar era a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira Beneficente de Reabilita\u00e7\u00e3o (ABBR), mas a oportunidade era o CLAM\/ABBR (Clube de Amigos da ABBR), onde conheci e formei meu primeiro c\u00edrculo de pares e novos amigos que me acompanham at\u00e9 hoje numa fant\u00e1stica hist\u00f3ria de vida. Lilia Pinto Martins, Fl\u00e1vio Wolf, Sheila Salgado, Jos\u00e9 Carlos Morais, Celso Lima, Izabel Maior, Maria Paula Teperino, Carmen Galassi, Paulo Roberto Guimar\u00e3es Moreira, Maruf e Elaine Aride,\u00a0 e alguns outros que sempre estar\u00e3o pr\u00f3ximos, ainda que fisicamente distantes. No CLAM\/ABBR, como aprendizes de feiticeiro (no caso, o Fid\u00e9lis Bueno), come\u00e7amos a nos engajar num ativismo ainda limitado aos muros do centro de reabilita\u00e7\u00e3o: por melhores condi\u00e7\u00f5es de alojamento, privacidade e alimenta\u00e7\u00e3o, mais liberdade para a pr\u00e1tica do esporte e para a socializa\u00e7\u00e3o, mais independ\u00eancia para tomar decis\u00f5es, incluindo as de escapar \u00e0 noite para o <em>drive-in<\/em> na Lagoa ou algum bar em Copacabana.<\/p>\n<p>Em 1977, a Lilia, psic\u00f3loga da ABBR e uma lideran\u00e7a importante no CLAM, prop\u00f5e a cria\u00e7\u00e3o da ADEFERJ (Associa\u00e7\u00e3o dos Deficientes F\u00edsicos do Rio de Janeiro), para que ampli\u00e1ssemos nosso espa\u00e7o de interven\u00e7\u00e3o e pud\u00e9ssemos lutar por nossos direitos num Brasil que vivia uma ditadura militar em que diferentes coletivos sociais se posicionavam para trazer de volta a democracia e os direitos humanos. Todos seguiram a lideran\u00e7a da Lilia rumo \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da nova associa\u00e7\u00e3o, mesmo porque j\u00e1 hav\u00edamos sido \u201ccordialmente\u201d convidados a nos retirar do CLAM\/ABBR por dist\u00farbio \u00e0 ordem institucional (ao bom estilo das institui\u00e7\u00f5es da \u00e9poca). Na ADEFERJ, contando com a participa\u00e7\u00e3o a mais de Fl\u00e1vio Wollf, Silvia Cosac e Maria Paula Teperino, come\u00e7amos um ativismo em n\u00edveis estadual e nacional, documentado pelo Jornal \u201cO Caminho\u201d, que nos levou a um importante protagonismo junto as mais vis\u00edveis entidades de pessoas com defici\u00eancia do Brasil.<\/p>\n<p>Embora a pr\u00e1tica fosse de que cada grupo se organizasse separadamente, nessa \u00e9poca no Rio n\u00f3s j\u00e1 trabalh\u00e1vamos em conjunto com grupos de outras defici\u00eancias com quem crescemos juntos no ativismo social e pol\u00edtico. Os principais l\u00edderes eram o Mauricio Zeni e o Hercen Hildebrand (cegos do Instituto Benjamin Constant-IBC) e a Ana Regina Campello (surda do Instituto Nacional de Educa\u00e7\u00e3o dos Surdos &#8211; INES). Lembro-me com profundas saudades da caminhada pelas Diretas J\u00e1, dos shows do Circo Voador, das reuni\u00f5es no MAM e do IBASE (j\u00e1 com o Betinho de volta), os encontros na C\u00e2mara Municipal e na ALERJ, com tantos outros movimentos pela inclus\u00e3o social e pela democracia, que sempre acabavam no Amarelinho da Cinel\u00e2ndia. Sim, n\u00f3s tamb\u00e9m est\u00e1vamos l\u00e1 \u2013 orgulhosamente organizados e atuantes. Nessas alturas, Beth Caetano j\u00e1 dan\u00e7ava nos palcos da vida e ainda continua trazendo arte e beleza \u00e0s nossas mem\u00f3rias.<\/p>\n<p>Na continuidade, em 1981 (Ano Internacional da ONU para as Pessoas com Defici\u00eancia &#8211; AIPD), o mesmo grupo, j\u00e1 acrescido de outros companheiros de todo o pa\u00eds (como Messias Tavarez\u2013 PE, Claudio Vereza-ES, a Helo\u00edsa Chagas-PR, o Romeu Kazumi Sassaki-SP, entre muitos outros,) fundamos a ONEDEF (Organiza\u00e7\u00e3o Nacional de Entidades de Deficientes F\u00edsicos). Naquela fase fundamental para o crescimento do Movimento no Brasil, o nosso Jornal Etapa documentou o florescimento de mais de 130 novas associa\u00e7\u00f5es em todo o territ\u00f3rio nacional, enquanto o pa\u00eds ingressava no processo de \u201cabertura\u201d e de anistia aos exilados pol\u00edticos \u2013 importantes l\u00edderes que voltariam a nos inspirar a seguir lutando por nossos direitos.<\/p>\n<p>Assim como a ONEDEF (defici\u00eancia motora), ap\u00f3s o Ano Internacional, surgiram as federa\u00e7\u00f5es nacionais <strong><u>de<\/u><\/strong> pessoas com defici\u00eancias visual, auditiva, hansen\u00edase, paralisia cerebral, al\u00e9m das associa\u00e7\u00f5es de pais e prestadores de servi\u00e7o na \u00e1rea de defici\u00eancia intelectual\/mental, chamadas entidades<strong><u> para.<\/u><\/strong>\u00a0\u00a0 Com toda essa nova estrutura que pululava aos quatro cantos do pa\u00eds e j\u00e1 com \u201ccada macaco (organizado) no seu galho\u201d, em 1983, surgiu de maneira meio for\u00e7ada (ou te\u00f3rica), num esp\u00edrito mais de desconfian\u00e7a que de colabora\u00e7\u00e3o, a j\u00e1 n\u00e3o t\u00e3o bem sucedida Coaliz\u00e3o Nacional de Entidades de Deficientes que seguiu atuando sem muita express\u00e3o at\u00e9 meados dos anos 80, chegando a contribuir positivamente para a visibilidade dos direitos do segmento na Assembleia Nacional Constituinte que levou \u00e0 atual Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira.<\/p>\n<p>Em 1988, a ONEDEF e o movimento nacional come\u00e7aram a passar por sua primeira crise, de lideran\u00e7as, de paradigmas, de pr\u00e1ticas, o que nos levou a uma parada para avalia\u00e7\u00e3o e reflex\u00e3o. Depois de muitos anos de milit\u00e2ncia (muito efetiva e prazerosa) em tempo integral, o tes\u00e3o tinha passado, e a ressaca tinha gosto de desilus\u00e3o.\u00a0 Algo de novo no <em>front<\/em> era preciso. O que seria?<\/p>\n<p>Nessa \u00e9poca, como ativista e jornalista, fui convidada a fazer um interc\u00e2mbio pelos Companheiros das Am\u00e9ricas, uma entidade Norte-Americana que estabelece parcerias entre estados dos EUA e de outras partes do mundo. No caso, Rio de Janeiro e Maryland. Foi nesse interc\u00e2mbio que conhec\u00ed a Judy Heumann, fundadora do primeiro Centro de Vida Independente, em Berkeley, Calif\u00f3rnia. Na \u00e9poca, Judy me recebeu na casa de seus pais em Nova York e me convidou para acompanh\u00e1-la numa marcha nacional hist\u00f3rica em Washington, DC, pela ado\u00e7\u00e3o do <em>American with Disabilities\u2019 Act<\/em>, a primeira Lei Nacional de Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia em todo o mundo.\u00a0 Ali, debaixo de chuva e iluminados por milhares de velas que cada participante empunhava solidariamente (poderiam ser flores ou espadas), conheci os militantes que fizeram daquele pa\u00eds o primeiro a reconhecer os direitos humanos dessa parcela da popula\u00e7\u00e3o. Ali, pessoas com todos os tipos de defici\u00eancia, seus familiares e aliados, her\u00f3is-veteranos de tantas guerras, sobreviventes de HIV\/AIDS entre outros grupos, eram um s\u00f3 e em uma s\u00f3 voz, pediam ao Congresso e ao Presidente Bush (pai), para que o ADA fosse firmado e adotado.<\/p>\n<p>Depois, fui conhecer meu primeiro centro de vida independente, em Arlington, Virginia e participei de um Congresso do Conselho Nacional de Vida Independente (NCIL) com centenas de CVI\u2019s de todo o pa\u00eds, em Bethesda, Maryland. Assisti a grupos de deficientes LGBTQ e outras minorias buscando espa\u00e7o para defender seus direitos, fiz contato com militantes cadeirantes que se acorrentavam nas rodas de caminh\u00f5es para protestar contra a falta de moradia acess\u00edvel, soube de ralis nacionais por legisla\u00e7\u00e3o em anti-discrimina\u00e7\u00e3o, conheci \u00edcones daquela sociedade, tanto republicanos como democratas, lutando lado a lado por uma causa comum.\u00a0 No Brasil, esse tipo de respeito m\u00fatuo e de solidariedade andavam em baixa&#8230;<\/p>\n<p>A essas alturas, eu j\u00e1 me havia apaixonado pelo conceito, que se baseava no direito \u00e0s pessoas com defici\u00eancia de fazer escolhas, de tomar decis\u00f5es sobre suas vidas, com autonomia pessoal, mesmo que utilizassem o apoio de terceiros para realizar tarefas ou desempenhar fun\u00e7\u00f5es na sua vida di\u00e1ria, por \u00a0limita\u00e7\u00f5es de sua defici\u00eancia. Voltei ao Brasil entusiasmada com aquela proposta. Imediatamente nos reunimos, Lilia, Sheila Salgado e eu e decidimos propor a cria\u00e7\u00e3o do primeiro Centro de Vida Independente do Brasil. Quatro meses depois, juntos &#8211; os mesmos parceiros do CLAM\/ABBR e da ADEFERJ (listados nos primeiros par\u00e1grafos dessa hist\u00f3ria), convocamos uma Assembleia de Funda\u00e7\u00e3o, pelo Di\u00e1rio Oficial da Uni\u00e3o e, com estatutos em punho, criamos a entidade no dia 14 de dezembro de 1988. Assim, o CVI-RJ (hoje CVI-Rio) se tornaria um novo modelo de entidade que combinaria inova\u00e7\u00e3o, ativismo, informa\u00e7\u00e3o, servi\u00e7os de apoio ao indiv\u00edduo e \u00e0 comunidade, com vistas \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da emancipa\u00e7\u00e3o pessoal e da plena participa\u00e7\u00e3o social, sob a lideran\u00e7a de pessoas com defici\u00eancia.<\/p>\n<p>Na mesma \u00e9poca, fui nomeada membro da Ashoka, uma funda\u00e7\u00e3o internacional de empreendedores sociais e, com isso, recebemos os primeiros recursos financeiros para erguer o CVI-Rio e apoiar outros grupos interessados pelo Brasil. Alugamos uma casa no sub\u00farbio do Rio, contratamos uma secret\u00e1ria e fomos construindo nosso espa\u00e7o devagarzinho. Pouco tempo depois, a partir de nossos contatos com o Prof. Ripper na PUC Rio, conseguimos uma sala meio clandestina nos \u201cpor\u00f5es\u201d da Universidade. Ent\u00e3o, uma nova parceria com o Rotary Club, nos permitiu adquirir uns cont\u00eaineres bastante danificados, que ap\u00f3s um ano de intensos reparos no estacionamento da PUC, se transformaram, pelas m\u00e3os talentosas da nossa Arquiteta Ver\u00f4nica Camis\u00e3o, na mais charmosa sede (de baixo custo e ainda clandestina) j\u00e1 vista em todos os tempos!<\/p>\n<p>Como parte da nossa tradi\u00e7\u00e3o, criamos o Jornal SuperA\u00e7\u00e3o*, que ajudaria a anunciar as boas novas, e difundir o conceito (tropical) de Vida Independente, al\u00e9m de apoiar e documentar o crescimento de um novo Movimento Nacional, que chegou a reunir 22 Centros por todo o pa\u00eds. Neste ponto, com todos os CVIs existentes, fundamos o Conselho Nacional dos Centros de Vida Independente do Brasil (CVI-Brasil), para prestar apoio e incentivar a cria\u00e7\u00e3o de novos CVIs, dentro dos princ\u00edpios norteadores do movimento de vida independente.<\/p>\n<p>O CVI Rio organizou eventos como o DEF\u2019Rio 92 e 95 e iniciou uma era de inova\u00e7\u00f5es na maneira de se construir um mundo para todos e todas. A partir da cria\u00e7\u00e3o destes e novos eventos, ao longo de nossa trajet\u00f3ria, contamos com a promotora de eventos Constan\u00e7a Carvalho, que muito contribuiu para o sucesso de tais eventos.<\/p>\n<p>Expandindo o movimento para a Regi\u00e3o Inter-Americana, em 1999 foi fundado com minha coordena\u00e7\u00e3o O <strong>Instituto Interamericano sobre Defici\u00eancia e Desenvolvimento Inclusivo (IIDI)<\/strong>, para promover a inclus\u00e3o e a autonomia das pessoas com limita\u00e7\u00f5es funcionais<\/p>\n<p>Trinta anos depois, ainda estamos aqui, contando essa hist\u00f3ria de tantas conquistas. Para relembrar ou conhecer, basta ao leitor virar as p\u00e1ginas deste livro que cont\u00e9m um pouco da vida de cada um de n\u00f3s e de muitos outros que foram tocados pelo mesmo compromisso e a mesma paix\u00e3o em servir, em fazer mais e melhor pelo seu semelhante.<\/p>\n<p>Escrevo hoje, no dia 2 de Outubro de 2018, elei\u00e7\u00f5es nacionais, esperando que esses tipos de sentimentos sigam contaminando um a um entre cada brasileiro, na constru\u00e7\u00e3o de um Brasil melhor para todos e todas, indiscriminadamente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aos 18 anos, em Outubro de 1976 no Rio de Janeiro, recebi em plena adolesc\u00eancia, minha nova condi\u00e7\u00e3o &#8211; e papel social &#8211; de pessoa com defici\u00eancia. 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