Diálogos-Mulheres-em-Movimento

Hoje podemos vibrar de alegria porque ontem realizamos um sonho: reunimos mulheres de vários lugares, etnias, ciclos de vida e diversidade sexual em um só lugar para debater sobre nosso protagonismo na sociedade brasileira. Isso foi fantástico!

Lilia Martins, Vice-presidente do CVI-Rio, abriu o evento fazendo uma homenagem a nossa queridíssima Beth Caetano que nos deixou em janeiro deste ano e explicou os objetivos principais dessa iniciativa: comemorar os 30 anos da instituição e o Dia Internacional da Mulher focando na transversalidade entre gênero e deficiência.

No primeiro Diálogo sobre Desigualdade Social, tivemos a presença de Kátia Edmundo do CEDAPS que falou muito sobre a saúde da mulher com deficiência. Vilma Piedade também estava presente neste Diálogo e com seu jeito despojado, tirou risadas do público com suas intervenções. A autora do livro Dororidade: Corporeidade da Mulher Preta explicou o que é a dor da mulher preta brasileira. Por último, Isabel Gimenes esteve presente falando sobre o trabalho da SUBPD e a luta para manter os poucos recursos que as pessoas com deficiência já conquistaram.

No segundo Diálogo sobre a Mulher e o Mercado de trabalho, tivemos um “time da pesada” por lá! Quem iniciou as falas foi a Eleutéria fundadora da CAMTRA, logo depois a Aldeli do Carmo do CIEDS mostrou alguns números da realidade das pessoas com deficiência para o mercado de trabalho segundo a pesquisa feita para o projeto Mapa de Nós. Leila Scaf também era uma das convidadas que contou um pouco de sua história de vida e sua retomada profissional. Para fechar o Diálogo, Amalia E. Fisher P. do Fundo Social Elas, contou como iniciou o Fundo e como elas trabalham hoje ajudando mulheres do Brasil inteiro com seus projetos empreendedores.

No terceiro Diálogo sobre o corpo feminino, contamos com a presença de Joana Vilhena autora do livro O Intolerável peso da feiúra. Maria Paula Teperino, psicóloga e psicanalista que fez um percurso sobre os conceitos de Freud e Lacan para falar sobre sua relação com um corpo com deficiência. Alessandra Makkeda, representando o corpo trans que mostrou a realidade cruel dos Transexuais para obter suas identidades e, automaticamente, suas cidadanias. E por fim, nossa querida modelo com nanismo, Rebeca Costa, que emocionou a plateia com sua história de vida.

Já no nosso último Diálogo sobre sexualidade quem iniciou o discurso foi nossa querida do coração, Juliana Coutinho, apresentadora do Programa Especial que falou sobre maternidade. Juliana mostrou o quanto ama ser mãe, mas também, o quanto é desafiante cuidar de duas crianças sendo cadeirante. Admiramos demais a vida de Juliana por conseguir conciliar sua vida profissional com a maternidade.

Logo depois, a jovem Marcela Lisboa fez um apanhado sobre a mulher na comunidade sendo objeto ou sujeito da sua sexualidade. Já Deborah Prattes, terceira convidada a falar, contextualizou historicamente a violência contra a mulher, em especial, a mulher com deficiência. Para terminar, Silvana Marinho baseou sua fala na questão da diversidade sexual e gênero que para a pesquisadora são temáticas que não podem ser compreendidas separadamente.

Para terminar…

Foi um dia de muito aprendizado e trocas de conteúdo que vamos levar para a vida inteira.  Parabéns para todos da equipe do CVI-Rio! Mas não podemos esquecer de agradecer nossos apoiadores porque sem eles o evento não aconteceria!

Obrigado FUNARTE e MINC por nos cederem o espaço do Teatro Cacilda Becker e sua equipe jornalística!

Obrigado SUBPD por enviar seus Intérpretes de Libras e nos ajudar com a divulgação do evento.

Obrigado Produtora NO AR por nos enviar sua equipe de filmagem.

Obrigado gráfica WFN por fazer o banner.

Obrigado CAMTRA, CIEDS, CEDAPS, Welight, Fundo Social ELAS e o movimento #partidA.

E não poderíamos deixar de agradecer em especial a todas as palestrantes! Nosso muito obrigado!

 




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