Estações

Estações

Agora o inverno começou a mostrar a sua cara de verão. Mesmo aqui, pela gávea, podemos avistar dias quentes na estação carioca, onde até outro dia, procurávamos as roupas mais pesadas no armário. Às vezes relembro as temporadas vividas pelo povo no deserto, quando durante o dia fritávamos ao sol, e sim, na mesma noite, tiritávamos de frio, pois é, a capital carioca é assim, carregada de altos e baixos. O interessante é que ao mesmo tempo, algumas amendoeiras mostram sua cara outonal, já que as cores…Continua

Estado das Coisas

Estado das Coisas

Entre uma crise e outra nossa reação deve ser de quem pensa proativamente no estado das coisas. Somos uma instituição que …Continua

A Acessibilidade como Componente da Inclusão

A Acessibilidade como Componente da Inclusão

Quero iniciar meu discurso a partir de um histórico do movimento político das pessoas com deficiência, complementando-se …Continua

A fábula

A fábula

Cheguei a ultrapassar em idade mais da metade de um século e como cadeirante tenho mais da metade de meio século. Então, …Continua

Ser atleta é... com Eduardo Savine

Ser atleta é… com Eduardo Savine

Rugby em cadeira de rodas. Porque é um esporte intenso que exige condicionamento físico e dá um grande aprendizado …Continua

Ser mãe é...com Inês Freitas

Ser mãe é… com Inês Freitas

Beth Caetano: Você desejava ser mãe um dia? Inês Freitas: Na verdade, eu nunca tive o desejo incontrolável de ser…Continua

Ser criança é...com João Emanuel

Ser criança é…com João Emanuel

E chegou o João… veio pesado, tão grande, no colo da mãe Maria do Socorro. Ela vem cansada, mas não deixa o…Continua

Tragédia cotidiana

Tragédia cotidiana

Notícias já não me atingem mais quem dera!!! Abandonei os noticiários locais e nacionais. Optei por ficar sitiada em mim. …Continua

Artigo Força e dor

Força e dor

Às vezes sentimos dor e escondemos para não parecer que somos chatos. Quando temos uma deficiência, não importa…Continua

Ser mãe é... com Valéria Aliprandi

Ser mãe é… com Valéria Aliprandi

Beth Caetano: Cite cinco coisas que você tem aprendido com a gravidez. Valéria Aliprandi: A primeira é que não existem “situações ideais…” Para mim tem sido tudo bem diferente do que um dia imaginei. Não me deparei com nenhum “comercial de margarina”, tampouco, com aquele ideal de gravidez romantizada! Contudo, não atribuo isso à deficiência e, sim, às mudanças que chegam com a vida adulta. Idealizamos muito quando jovens ou em uma época qualquer da vida e hoje…Continua

Ser mãe é... com Juliana Oliveira

Ser mãe é… com Juliana Oliveira

Beth Caetano: Como foi ou está sendo reconhecer seu corpo como mãe? Juliana Oliveira: Me senti muito linda durante…Continua

Diferença é o que temos de mais comum

A Diferença é o que temos de mais comum

A minha diferença é o que temos de mais comum. Gosto de ver que meu salto pode te ajudar a enxergar melhor sua…Continua

A Tecnologia do Afeto

A Tecnologia do Afeto

Que este vídeo seja motivo de mobilização e que nos tire de qualquer paralisia que exista em relação a exercermos nossa…Continua

Praia Para Todos

Liberdade de ser

É um projeto verdadeiramente para todos! É um evento que torna o verão uma estação para meditação, para aprendermos …Continua

E ele chegou!

E ele chegou!

Inspiração embaixo de 40 graus parecendo 50, não deixa a cidade maravilhosa menos bonita, mas que fica bem difícil lá…Continua

Feliz Natal e um ótimo Ano Novo

Feliz Natal e um ótimo Ano Novo

Natal é para viver todo dia, de preferência perto de quem amamos. O mundo precisa urgentemente de mais natais…Continua

Aniversário CVI-Rio

Quase 3 décadas…

Muitas histórias. Sonhos realizados. Aprendizagens intensas e permanentes que sempre nos levaram para um lugar onde o sentimento mais constante é o de gratidão. Gratidão por compartilhar momentos que nos mostram a importância de caminhar e crescer junto. Gratidão por tantas conquistas, por inúmeros sorrisos e olhares felizes de quem caminhou para frente e na certeza que encontrou o caminho e que este é o certo. Orgulho e desejo de comemorar estes 28 anos…Continua

Colocando o sapato do outro

Colocando o sapato do outro

Hoje, a palavra que ficou forte para mim foi DÚVIDA. Logo cedo, essa palavra me colocou para pensar…nesses tempos de violência extrema em que todas as atrocidades foram banalizadas e podemos assisti-las apenas ligando a TV ou, mais rápido ainda, conectadas a um celular, andamos com pressa e nem sequer olhamos as pessoas na rua, e mesmo sem querer, automaticamente, se alguém nos chama a atenção já temos um olhar julgador. Há pouco tempo vindo pro trabalho, parei num sinal…Continua

Uma bela dança

Uma bela dança

Acredito que para cada olhar de espanto das pessoas ao se depararem com meu carro adaptado, daqui a pouco tempo…Continua

Boulevard Olímpico

Saudades olímpicas

Temos um novo prefeito na nossa Cidade Maravilhosa. Ainda na ressaca embalada pelo legado da saudade dos jogos olímpicos e paralímpicos, esperamos, nós pessoas com deficiência, não ser lembradas apenas no momento eleitoral. Todos nós, apesar de sabermos os mecanismos da política, queremos melhorar nossas condições de ir e vir dentro da cidade. Outro dia, andando de VLT, fiquei surpresa quando fui pagar a passagem e me disseram que por ser cadeirante…Continua

Ser deficiente e ser feliz: isso é possível?

Ser deficiente e ser feliz: isso é possível?

Quem nunca ouviu a aquela famosa frase? “Mesmo preso a uma cadeira de rodas, fulano leva uma vida normal.” Tal sentença, …Continua

Vale a pena ler e vir para a Paralímpiada!

Vale a pena ler e vir para a Paralimpíada!

No dia sete de setembro de 2016 começam os Jogos Paraolímpicos e as televisões vão encher a tela com as conhecidas expressões: super-heróis, superação, exemplos de força de vontade e outros exageros. Os lesados medulares, os paralisados cerebrais, os amputados e os cegos são as deficiências que serão apresentadas aos telespectadores. Fruto de várias causas, principalmente as doenças e a violência urbana, muitos nasceram com elas e outros a adquiriram em geral até a…Continua

Para Sempre Alice

“Para Sempre Alice”

O Setor de Suporte entre Pares fez sua primeira sessão pipoca com os jovens aprendizes, no dia 22 de junho. Quero deixar…Continua

"Cadeirante com asas"

“Cadeirante com asas”

“Pés, para que os quero, se tenho asas para voar?” – Frida Kahlo Há pouco mais de um ano me bateu uma vontade louca … Continua

Viajando Sozinha

Viajando Sozinha

“A vida é uma sequência de encontros inéditos com o mundo e, portanto, ela não se deixa traduzir em fórmula de nenhuma…Continua

Acessibilidade pra que te quero?

Acessibilidade para que te quero?

Quando escutamos a palavra acessibilidade, principalmente, dentro do contexto arquitetônico, o que nos vem à cabeça?…Continua

AMIGOS, PAIXÕES E FELICIDADE

Amigos, Paixões e Felicidade

Uma das maiores apreensões de quando nos tornamos deficiente é a questão do relacionamento. Dúvidas de como reagirão…Continua

Dia de folia

Dia de Folia

Já é carnaval! O CVI-Rio tem o prazer de anunciar que Renata Carvalho, mais conhecida como Renatinha, vai ser musa pelo…Continua

Uma Amendoeira Imaginária 370-x-270

Uma amendoeira imaginária

Não tenho uma amendoeira em minha janela e nem posso descortinar a Lagoa por entre os galhos desta frondosa amendoeira. Minha janela dá para a parede de um prédio vizinho, pouco acrescentando de beleza a este cenário que me dirige para o mundo. Sendo assim, nada de pássaros, nada de ninhos, nada da magia que vem deste vão aberto, dando margem à fantasia do voar sem direção? Por incrível que pareça, nesta janela, recebo a visita de pardais e bem-te-vis, e ao longe…Continua

Artigo Ninhos 370-x-270

Ninhos

Na minha janela tem uma amendoeira, ou melhor, se considerarmos o meu endereço e CEP, é mais apropriado dizer que na enorme amendoeira de 15 metros tem uma janela. Por ela, já às cinco da manhã – horário de verão, mas ainda primavera – entram todos os sons do dia. Não só por serem tão diferentes dos sons noturnos, eles anunciam com uma precisão que apenas a rotina traz, que começa tudo outra vez. Considero um imenso privilégio poder escutar da maneira que posso…Continua

Ponto de Vista 370-x-270

Ponto de Vista

Ontem fui ao Mirante Dona Marta e ao Heliponto que ficam no mermo lugar. Subindo pelo Cosme Velho e seguindo à direita, passamos pelo pórtico de boas vindas a Floresta da Tijuca, maior parque Florestal urbano do mundo. Vi saguis, gaviões e cigarras anunciando a chuva de hoje. No caminho cruzamos com diversas vans devidamente cadastradas para o serviço de passeio turístico até o Cristo Redentor e, também, com jipes característicos para transporte, não apenas pela floresta…Continua

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Barreiras atitudinais

Não sei se foi uma combinação de um estado de indignação misturado com medo e cansaço, só sei que o resultado de forma alguma proporcionou um ambiente de calma e tranquilidade no que deveria acontecer em um embarque feito nas primeiras horas da madrugada. Conto com o fato de ter acumulado um desconforto e uma experiência negativa na última viagem quando precisei fazer todo procedimento para a aeronave, no sistema de remota. Isso acontece quando…Continua

Acessibilidade atitudinal e suas derivações 370-x-270

Acessibilidade atitudinal e suas derivações

Outro dia, tirei uma semana de férias do CVI-Rio e fui viajar. Estava muito ansiosa. Imagino que a maioria das pessoas fica do mesmo jeito quando se trata de uma viagem de avião que tem, no mínimo, três horas. Então, coloquei todos os meus fluídos positivos em ação e fui! O motivo da viagem, por si só, já justificava qualquer infortúnio ou desagravo. Tinha muito desejo de enfrentar qualquer fato, por menos positivo que fosse, para compartilhar com uma grande amiga da adolescência…Continua

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Acessibilidade e funcionalidade – Parte 2

Há poucos dias estive no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e fui presenteada com mudanças significativas. Depois de tanto tempo, pude ver a equação barreira x impacto do ambiente = funcionalidade ser resolvida. E lá estava eu…feliz em meio ao pouco do que restou da nossa mata atlântica, passeando numa trilha com direito a macacos-prego fazendo pose para foto, pássaros, saguis, mosquitos e o som do riso dos macacos. Algumas modificações, é claro que, foram feitas, mas…Continua

Acessibilidade e funcionalidade 370-x-270

Acessibilidade e funcionalidade

De como são feitas as coisas e as pessoas? Movidas mais por nossas paixões, ou falta delas, do que por nossas ações, criamos espaços e situações tão intransponíveis para nossa mobilidade urbana, como escadarias, que são incompatíveis com a realidade de uma sociedade emergencial e cada vez mais cansada e envelhecida. Talvez porque não nos sentimos satisfeitos no trabalho, no deslocar, na vida pessoal, no lazer ou prazer quase obrigatório, já previamente estabelecido e…Continua

Autonomia e escolha 370-x-270

Autonomia e escolha

Passei quase 30 anos resistindo a cadeira motorizada por dois motivos simples e claros: burrice e preconceito. Achava que iria ficar mais estigmatizada ainda, associando deficiência a doença e a uma limitação que tem muito mais a ver com as nossas escolhas e desejos do que com qualquer habilidade física que uma deficiência possa determinar. Agora com minha nova e motorizada cadeira, ganhei vida nova! Ganhei a experiência de uma pessoa vivida há anos, mas com espírito…Continua

Exoesqueletos e a busca pela verticalidade 370-x-270

Exoesqueletos e a busca pela verticalidade

No Brasil, a palavra exoesqueleto talvez só tenha ganho um grande significado, no mundo das pessoas cadeirantes, na ocasião da abertura da Copa do Mundo 2014 – evento de proporções internacionais -, através do experimento do neurocientista brasileiro radicado nos EUA, Miguel Nicolelis. Um rapaz paraplégico brasileiro foi escolhido para dar o primeiro chute, simbolizando a abertura da Copa, usando apenas o pensamento ao imaginar o movimento do chute de uma bola. Tudo…Continua

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Por que uma premiação da mídia por algo que deveria ser natural no comportamento humano?

Um dia desses, uma matéria sobre uma pessoa com deficiência sendo ajudada a tomar um sorvete num shopping chamou minha atenção! Um rapaz com sequelas de paralisia cerebral que usa cadeira motorizada e tem comprometimento da fala, saiu em sua cidade para ir dar uma volta como sempre faz, exercendo sua autonomia adquirida com o seu equipamento e, mais ainda, pela sua determinação e assertividade de ser quem ele é, do jeitinho que é, com todas e…Continua

A Diversidade Sinalizando o Desconhecido

A Diversidade Sinalizando o Desconhecido

Li recentemente, no Portal RAC, do maior grupo de mídia impressa do Interior de São Paulo, reportagem de nossa amiga Katia Fonseca, jornalista e Presidente do CVI-Campinas. A matéria, do dia 25 de julho, trazia como título “Casal com Nanismo Gera Criança Sem Problema Físico”. Recolho da reportagem aqueles trechos que considero mais significativos para conhecer a história do casal e, neste contexto, lançar algumas questões que me parecem instigantes. A começar pela…Cotinua

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Tolerância Zero para a Intolerância

Desde os últimos acontecimentos que marcaram tragicamente o Rio de Janeiro, com o massacre ocorrido na Escola Tasso da…Continua