Hoje é o nosso dia!

Dia 14 de Dezembro, hoje é o grande dia do CVI-Rio! Parabéns para o CVI-Rio! Parabéns para nós!

Encontro dos 30

Tivemos a grande felicidade de reunir no dia 28 de novembro um grupo de pessoas convidadas para pensarmos juntos no futuro do Movimento de Vida Independente. Nosso Presidente, José Carlos, abriu a reunião falando sobre o CVI-Rio e a sua contribuição para os últimos 30 anos. Logo depois, falou sobre a nova era tecnológica, as mudanças nas relações pessoais, do novo desafio de enfrentar o mundo globalizado e digital, e colocou a seguinte pergunta para todos: quem seremos nós nos próximos 30 anos? O que as pessoas com deficiência esperam do CVI-Rio? O que fazer para atrair as novas gerações? Nosso papel naquele dia memorável foi ouvir, ouvir e ouvir. Foi isso o que fizemos e olha o resultado! Abrir espaço no site do CVI-Rio para denúncias feitas pelas pessoas com deficiência e que 50% das multas seja enviada para os órgãos Públicos e 50% para a instituição ou pessoa que denunciou. Treinamento para profissionais de atendimento de todos os segmentos, desde motoboys até condutores de carros de shoppings. Educação da população. Abrir espaços digitais (um dos meios pode ser o site do CVI-Rio) para atrair mais jovens para a área da deficiência. Saber as demandas atuais das pessoas. Criar eventos para discutir sobre acessibilidade trabalhando na área da cultura. O CVI-Rio se conectar aos grupos já existentes, como o Grupo de Mães. Criar uma plataforma do Curso Compreendendo a Lesão Medular para viabilizar online (EAD). Ter iniciativas para que a deficiência seja tema acadêmico obrigatório em todas as áreas: nutrição, engenharia, design, comunicação e outros. Projeto de sensibilização focado em EMPATIA. CVI-Rio ser o porta-voz para falar em diversos ambientes públicos sobre acessibilidade. Ir para a rua e criar sentimento de pertencimento. Criar grupos nas redes sociais que mobilizem os Órgãos Públicos fazendo pressão pela web. Criar atrativos para jovens se aproximarem do CVI-Rio, por exemplo, com Hackathons (desafios para resolução). Agora, é colocar a mão na massa e fazer dos próximos 30 anos mais histórias!    

Aniversário CVI-Rio

  Queremos muito que você participe do aniversário de 30 anos do CVI-Rio no dia 08 de Dezembro às 16h no Centro de Convenções Sul América. Você é nosso convidado especial! E mais, estamos aproveitando essa oportunidade para reunir todas as histórias e conquistas das pessoas com deficiência nesses 30 anos, então, revire seu álbum e leve uma foto para colocarmos em nosso estande. Faremos mais uma história! Confira toda a nossa programação: DIA 08 11h – Lançamento do livro Tuba, a indiazinha com baixa visão de Marcio Mendes Biasoli. Além disso, o autor vai levar exemplares do livro Gegê: o indiozinho que amava animais. Os dois livros abordam sobre a deficiência e você vai amar as aventuras dos personagens. Teremos distribuição de balões para a criançada e bateria mirim fazendo a farra em nosso estande. 16h – Festa com direito a bolo, velas e bolas em comemoração aos 30 anos do CVI-Rio. 16h30 – Homenagem de dança com a Cia. de Dança Pulsar. DIA 09 11h – Sessão de autógrafos com José Carlos Morais, autor do livro Roda Vida. 14h – Vivências de tênis em cadeiras de rodas com a Escolinha Cadeiras na Quadra.   Anote na sua agenda todos os detalhes! Dias: 07, 08 e 09 de Dezembro Horário: 10h às 19h. Local: Centro de Convenções Sul América Endereço: Av. Paulo de Frontin, 1 – Cidade Nova – RJ Informações Gerais: Nosso estande no evento Cidade PCD estará de portas abertas para receber você e seus convidados. Teremos uma área para colocar fotos e imagens das pessoas com deficiência que mostrem nossas conquistas nesses 30 anos de existência.

Um dia para relembrar nossas conquistas!

Foto com um cadeirante escalando uma pedra e vibrando com a conquista.

Como tudo começou…

Aos 18 anos, em Outubro de 1976 no Rio de Janeiro, recebi em plena adolescência, minha nova condição – e papel social – de pessoa com deficiência. Poucos meses depois, internada num centro de reabilitação, renasci como uma jovem tetraplégica e iniciei uma nova vida cheia de descobrimentos pessoais, caminhos desconhecidos a desbravar e aventuras inesquecíveis que me transformaram na pessoa que sou hoje.

Histórias que só o CVI-Rio pode contar…

  Chegamos aos 30 anos e não podíamos deixar essa data passar em branco, por isso, reunimos todas as grandes conquistas das pessoas com deficiência em textos históricos que marcam momentos importantes, desde o Movimento de Vida Independente no Brasil até os dias atuais. Como tudo começou… O Ano Internacional da Pessoa com Deficiência em 1981, a Proclamação da Constituição Federal em 1988 e a Fundação do CVI-Rio em 14 de dezembro do mesmo ano, foram alguns dos temas que direcionaram nossas escritoras e fundadoras do primeiro Centro de Vida Independente do Brasil. Leia na íntegra a história contada por Rosângela Berman, fundadora do CVI-Rio e, atualmente, atua como Chefe na UNICEF da seção Disability sob a Divisão de Gênero, Direitos e Engajamento Cívico na sede de Nova York.  

Guga Kuerten homenageia o precursor do Tênis em Cadeira de Rodas no Brasil

Nosso Presidente, José Carlos Morais, recebe homenagem de Guga Kuerten como precursor do Tênis em Cadeira de Rodas no Brasil. Assista o vídeo completo.

Inovação e Empreendedorismo Social

O CVI-Rio é uma das instituições participantes do Curso piloto de Inovação Social e Empreendedorismo Social no marco do Students 4 Change, projeto co-financiado pela União Europeia no marco do Programa Erasmus+. Ruth Espínola, nosso muito obrigado!

Fiocruz e CVI-Rio unidos em comemoração ao Dia do Surdo

No dia 05 de outubro,  o Projeto Social Empregabilidade da Pessoa Surda, parceria Fiocruz e CVI-Rio, promoveu uma tarde cultural para comemorar o Dia do Surdo.  A confraternização contou com a participação de colaboradores surdos do campus Fiocruz e do Instituto Fernandes Figueira (IFF), além dos supervisores e funcionários interessados em conhecer as expressões artísticas da Comunidade Surda. Na mesa de abertura, Andrea da Luz, Diretora da Cogepe, Leonídio Madureira, Coordenador da Cooperação Social e José Carlos, Presidente do CVI-Rio, ressaltaram a importância da inclusão, do respeito à diversidade e como a Fiocruz tem atuado neste cenário. As apresentações artísticas contaram com a exposição de desenhos de moda da colaboradora Eliana Menezes do IFF; a apresentação da trajetória profissional do design gráfico, Marcelo Cunha, do ICICT; artistas que retrataram através do “SLAM” uma modalidade de expressão poética realizada em língua de sinais, retratando a realidade da periferia e de grupos menos favorecidos. E, por fim, fomos agraciados com a apresentação da Drag Queen surda, Kitana, que deu um show de versatilidade, humor, entretendo o público com diversas brincadeiras. Acompanhe nas fotos os momentos marcantes do nosso evento!  

Tropeços do Movimento das Pessoas com Deficiência

É com grande alegria que publicamos o texto de nossa amiga Maria Paula Teperino que foi palestrado no Centro Integrado de Atenção à Pessoa com Deficiência – CIAD sobre os Avanços e Tropeços do Movimento das Pessoas com Deficiência. Leia até o final e nos dê sua opinião. Todos os anos, no dia 21 de setembro, comemoramos o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. Este ano, fui convidada juntamente com José Carlos Moraes, atual presidente do CVI/Rio a falar num Encontro promovido pela Secretaria das Pessoas com Deficiência do Rio de Janeiro, cujo tema era, os avanços e tropeços do movimento, e o que esperamos para este século. Deixei a cargo do meu amigo e companheiro de tantos anos, Zé Carlos, falar sobre os nossos avanços, nesses mais de 40 anos de luta. Não foram poucos, pelo contrário, cada rampa que encontramos nas esquinas, cada sinal sonoro, cada transmissão com tradução para Libras, guarda um pouco do desejo de um grupo de pessoas, que no final dos anos 70 resolveu sair as ruas e dizer que também eram cidadãos, e queriam ver seus direitos garantidos. Porém, aproveitei o momento para falar dos nossos tropeços, do que aconteceu para que hoje em dia estejamos tão desmobilizados. Não tenho uma resposta, nem é o meu objetivo dar respostas. O que gostaria é de poder suscitar esse debate, e quem sabe assim, atrair outros antigos e novos companheiros à essa luta, que é, ou deveria ser, de um contingente enorme de pessoas, e de seus familiares. O Movimento das Pessoas com Deficiência no Brasil, embora date do final dos anos 70, somente em 1981 – quando a Organização das Nações Unidas institui aquele como o Ano Internacional das Pessoas Deficientes – se afirmou como um movimento de luta organizado. Um ano antes, ou seja, em 1980, aconteceu um grande encontro nacional em Brasília, onde diversas lideranças estatuais se reuniram pela primeira vez, levantando o que seriam as nossas principais reivindicações, a serem encaminhadas aos governos de todas as esferas, mas principalmente ao Congresso Nacional. O Brasil acabava de sair de um longo período de ditadura, e a sociedade civil começava a se mobilizar em torno de suas pautas. As minorias, podiam se reunir livremente para discutir suas reivindicações, e não foi diferente com as Pessoas com Deficiência. Foram realmente anos muito criativos e produtivos, como geralmente são os dias que despontam…